Friday, April 11, 2008

Joy Division - Transmission


Radio, live transmission.
Radio, live transmission.

Listen to the silence, let it ring on.
Eyes, dark grey lenses frightened of the sun.
We would have a fine time living in the night,
Left to blind destruction,
Waiting for our sight.

And we would go on as though nothing was wrong.
And hide from these days we remained all alone.
Staying in the same place, just staying out the time.
Touching from a distance,
Further all the time.


Dance, dance, dance, dance, dance, to the radio.
Dance, dance, dance, dance, dance, to the radio.
Dance, dance, dance, dance, dance, to the radio.
Dance, dance, dance, dance, dance, to the radio.

Well I could call out when the going gets tough.
The things that we've learnt are no longer enough.

No language, just sound, that's all we need know, to synchronise
love to the beat of the show.

And we could dance.

Dance, dance, dance, dance, dance, to the radio.
Dance, dance, dance, dance, dance, to the radio.
Dance, dance, dance, dance, dance, to the radio.
Dance, dance, dance, dance, dance, to the radio.


Andrade, claramente para ti.

Wednesday, April 9, 2008

Scratching

Take all that you can.
No honour i see left in men.
Scratch this street
And do it shameless.
Do it in your own bare feet.
As youth on it's rampage
We'd scratch it now with our teeth.
But instead we smile and we greet.
We lay, we sit.
Passive actors to an endless rehearsal
We do as it was done before.
If shame was our burden,
It is now our core.
Yet to this we don't cry.
Of this, we want more.
And as time passes through
We become wasters,
Wasting ourselves too.
So i'll keep this void in my head.
Knowing that,
If i had the time and will,
I would probably still,
Scratch my back's instead.



Escrevi mais uma vez na aula de ingles. Motivado pelo Fight Club, Allan Poe e a ironia maravilhosa do Larkin. Soube-me bem voltar a escrever em ingles, mas notam-se também claramente as dificuldades. No entanto, estou satisfeito.

Tuesday, April 8, 2008

The things you own



The things you own end up owning you.

Monday, April 7, 2008

A professora de Ingles

De lábios pintados retocou, ainda de vermelho. Toda ela se apresenta sobre um denso azul. Lembra-me o céu de uma fria manhã de verão. Partindo dos quadrados do formal casaco de segunda-feira, este azul pinta-lhe também os olhos, enriquece-lhe depois as orelhas e ornamenta, por fim, os expressivos dedos. A escolha foi certamente demorada. A base e os infinitos cremes tentam, mas já nem ela esconde a idade. Pesam-lhe os traços vincados que, aos poucos e poucos, já descaiem e contornam. Deve ter sido bonita. O cabelo é de um amarelo artificial que brilha incessantemente. Tem forma de uma alface que, perfeitamente encaixada, não se move nem um pouco. Os dentes estão estragados e muito puxados para a frente. Rasgam-lhe um sorriso divertido, infantil. As suas expressões revelam mais do que aquilo que pensa. É um pouco teatral. Quando ninguém repara esboça um olhar triste e perdido. Vejo que necessita da atenção e, no seu desejo de se sentir profissional, julga-se metódica e muito carismática. Possui a segurança da experiência mas nela, a insegurança da idade. Os alunos não gostam nada dela. Eu confesso, achei-lhe uma certa piada.

Saturday, April 5, 2008

banksy



Sem dúvida que a genialidade aparece sobre variadas (e inesperadas) formas. Esta é uma das que mais me fascina. Viva o já raro espírito critico, que sobressai tanto pela qualidade como que pela originalidade. Ainda bem que, de tempo a tempo, aparece alguém completamente fora de tudo, com a capacidade única de nos mostrar a mesma coisa, apenas vista agora de outra perspectiva. Alguém que nos renova e refresca um pouco. Eu fiquei fascinado com a obra do banksy. Nunca vi nada dentro deste género que se comparasse minimamente em talento, atitude ou postura. Recomendo vivamente que vejam o site, penso que cinco minutos bastam para serem surpreendidos. E sim, isto é um blog sobre erasmus. Mas como é meu eu posso até escrever sobre as batatas fritas do mac donalds que comi hoje. Estavam bem boas por sinal. O colesterol agradece.

http://www.banksy.co.uk/
http://en.wikipedia.org/wiki/Banksy

Thursday, April 3, 2008

Tempo de análise - Part I

Passados posts e posts de tremenda inutilidade, cá vem mais um. Desta vez, no entanto, vou tentar descrever algo que poderá ser verdadeiramente interessante. Vou-vos falar desta espécie estranha. Deste bicho-do-mato de rudimentares costumes. Vou falar-vos dos Italianos. Não dando por ela já cá estou há meio ano. Notei neste tempo inúmeras coisas mesmo estranhas e engraçadas sobre este povo tão enormemente divertido.


Vou começar por um dos meus temas favoritos. A televisão (ou “ti – vu” como eles dizem). Eu sinceramente pensava que não era possível encontrar televisão mais baixa do que a nossa. Recheados de floribelas e morangos com açúcar; eu julgava-nos no mais fundo dos poços. Até que vim para Erasmus. Os programas deles são absolutamente ridículos. Vocês não conseguem imaginar. O cenário é, todo ele, bizarro. Um pivot italiano de metro e meio, meio velhote, muito feio. Uma super modelo de dois metros que fala muito mal italiano, com um senhor(!) decote. Imaginem agora, estas duas figuras juntas num plano americano. Esta é a descrição de um dos programas, mas o que se passa é de facto generalizado. Os tipos que apresentam têm sempre o mesmo ar. Uns velhotes rebarbados ao lado de, sem exagero, trinta super modelos. Todas com uns vestidos que prestam homenagem os bons tempos do luxuoso canal 18. Basicamente elas passam por provas que desafiam a sua enorme capacidade intelectual. Sejam estas cair em piscinas ficando encharcadas e quase sem roupa ou apenas dizer merda da grossa. Eles só se riem e gozam. A melhor parte é que isto se passa tudo durante “aquele de ouro, aquele que luz”, o prime time. Ou seja, estamos a jantar, e connosco, todos os piccolo bambinos italianos, a ver miúdas todas despidas a cair e a dizerem disparates enquanto um bando de velhotes se ri.


A televisão italiana é basicamente conseguída através do massacre de terceiros. Apreciem bem o sadismo deste programa: Stranamore. Este vi apenas há poucos dias. É delicioso. Parece, pelo que me disseram as minhas companheiras de casa, que é um clássico em Itália. Neste programa, qualquer individuo que esteja de coração partido, encontra aqui a chance de se re-declarar à sua ex-namorada, tentando assim, a reconquista. É gravada uma mensagem vídeo que é exibida à ex-parceira. Depois, o individuo ou individua, já em estudio, espera pela abertura de uma porta. Aqui encontramos o climax da coisa. Se estiver lá a ex-parceira é porque ela aceitou as desculpas e quer recomeçar. É óbvio que isto nunca acontece. O tipo fica sempre agarrado e com um ar ainda mais desesperado. No entanto isto não acaba aqui. Então o pobre sujeito, já humilhado em publico, ainda tem a chance de falar com a senhora em causa, tudo isto por vídeo conferência. Vídeo este que acaba sempre em discussão, com o pobre sujeito, rebaixadíssimo e espezinhado, a chorar ou a entrar em depressão aguda; após ter ouvido tudo o que de doce foi dito. É claro que isto é a maior risota. Temos portanto televisão DA BOA! Tendo em conta que esta é a programação das nove horas, e que depois disto não se pode ver um filme ou série sem que esteja dobrado, os nossos serões tornaram-se, no mínimo, muito cómicos.

Não percam os próximos posts, porque nós, também não!

Wednesday, April 2, 2008

Tons




Andas bonita andas!
Se carregarem na imagem ela aumenta, já viram como é fish isto da internet?