Cada vez fico mais fascinado com as coisas que descubro sobre Itália e sobre o povo italiano. Isto acontece devido à minha ignorância, descubro assim que a maior parte das coisas que pensava estavam, de facto, erradas. Para entender seja o que for, é necessário começar em primeiro lugar pela abismal diferença geográfica que existe.
Falo da divergência entre o norte e o sul de Itália. Houve um recente estudo que procurava analisar o capital social (conjunto de “características de cidadania” presentes na população, como por ex: se votavam, se davam sangue, se faziam desporto, etc). Este estudo foi feito duas vezes num intervalo de cerca de 15 anos. Os resultados, do primeiro estudo ao recente, foram iguais. Uma discrepância enorme entre o norte (com resultados elevados) e o sul (com resultados muito baixos). Isto verifica-se em tudo, na riqueza, trabalho, comércio, industria e, inclusive, na própria personalidade dos italianos. Cidades do norte (Milão, Veneza) ou centro, centro-norte (Firenze, Roma) revelam um desenvolvimento muito superior às do sul (Puglia, Calabria, Nápoles).
Itália parece realmente um país de duas faces, distintas entre si. Os jovens que moram no sul, quando ingressam na universidade, vêm na sua grande maioria, para as cidades do norte estudar (como acontece com as minhas companheiras de casa). Como no sul não existe emprego, a população é, por força, mais envelhecida, menos instruída e muito tradicional. Existe ainda outra coisa que eu não sabia, e que reforça toda esta diferença entre as cidades italianas. Em Itália existe: -A língua italiana, os sotaques (accento) e os dialectos. Os dialectos são realmente outra língua, mesmo entre cidades relativamente vizinhas, é praticamente impossível a compreensão dos diferentes dialectos. A sonoridade é incrível e existem algumas que parecem mesmo vindas de uma refundida cidade do leste. Conheci uma Itália fragmentada e com poucas semelhanças entre as diversas cidades. São notórias, finalmente, as grandes dificuldades económicas, com uma subida de preços altíssima nos últimos anos, e um sistema politico débil, monopolizado e com muita corrupção.
É engraçado como tomamos como garantido até aquilo que não conhecemos. No meu caso, não acreditava que muitos mais países europeus desenvolvidos sofressem dos mesmos problemas retrógrados que nós, mas afinal..
Thursday, May 15, 2008
Friday, May 9, 2008
Thursday, May 8, 2008
Eraserhead

1977, david lynch. Nunca vi nada assim. Venham-me com oldschool gore movies, tarantino, dario argento, eva axen, ficam todos num canto a chorar. Nada se compara a este filme. É impossível e certamente insensato procurar discernir uma qualquer narrativa. Os que o fazem, recomendam que o filme seja revisto pelo menos seis vezes. Confuso, obscuro, perturbador. Não encontro palavras para descrever o mal estar que senti ao ver este filme. O talento, no entanto, sobressai. Encontramos um imaculado lynch, 100% espiritual e atrevido que se revela através da luz, sempre artificial, e do som, elemento este que o torna a meu ver, pioneiro no cinema.
Não posso dizer que aconselho este filme. É preciso estômago e, de preferência, um com pouca comida. Se eu já tinha ficado espantado com o Blue Velvet e com o Lost Highway, Eraserhead ultrapassa todos os limites. Lynch em estado bruto.
Tuesday, May 6, 2008
Monday, May 5, 2008
Frulatto
Os batidos são o supra sumo das bebidas. Não existe outra bebida que saiba tão bem e faça, ao mesmo tempo, tão bem. Tenho pensado e não encontro nada melhor que o batido. É como se comêssemos três cheesecakes de seguida e isto fosse do mais saudável. Deve ter sido uma falha quando deus criou o universo. Ele não deve ter considerado na hipótese fruta + leite. Então eu e o francês exploramos esta divina falha do senhor. Fazemos cerca de três batidos ao dia. Os meus são geralmente de banana ou morango. Ele é mais experimentalista. Junta por exemplo pêra, banana e maça, ou outras combinações engraçadas. Sugamos praticamente dois pacotes de leite ao dia.
Ontem, ele fez crepes para acompanhar com o batido. Quando ia a juntar o açúcar em pó ao crepe, enganou-se e meteu a farinha que se encontrava ainda em cima da mesa. Foi ao ver a expressão de nojo dele, após a segunda dentada de confirmação, que fiquei a rir durante dez minutos. "Che schifo!"
Ontem, ele fez crepes para acompanhar com o batido. Quando ia a juntar o açúcar em pó ao crepe, enganou-se e meteu a farinha que se encontrava ainda em cima da mesa. Foi ao ver a expressão de nojo dele, após a segunda dentada de confirmação, que fiquei a rir durante dez minutos. "Che schifo!"
Sunday, May 4, 2008
Friday, May 2, 2008
20 e 1
21 anos. Antes de mais, 21 é um numero fixe. Cool sounding number como eles dizem nas américas. Obrigado a todos. Sinto em cada um dos meus amigos uma amizade diferente e especial. São a minha maior motivação e o meu maior orgulho.
Eu não ligo nada aos anos. Especialmente aos meus. Este ano foi como um dia normal, foi óptimo ter cá a minha mãe e o meu primo, mas foi o primeiro ano que passei longe de casa. Por isso para mim, foi como se tivesse sido apenas mais um dia. Mas a verdade é que não foi. Agora, quando me perguntam a idade já devo responder: 21. Ora 21, sejamos sinceros, ainda é idade de chavalo, de bambino. No entanto, a meu ver, é a idade perfeita. Somos já o suficientemente crescidos para sermos considerados adultos e, no entanto, ainda demasiado jovens para sermos já considerados gente séria. Estamos portanto no limite, e meus amigos, no limite é que se está bem. Não estamos nem de um lado, nem do outro. Possuímos toda a experiência e liberdade que acumulámos até agora, e, ao mesmo tempo, mantemos toda a irreverência e todo o imaculado espírito crítico. Ainda não amolecemos.
Temos agora que pensar nisto. Aproveitar todas as chances que vão surgir pois é agora que tudo se decide. Vamos conhecer o máximo, descobrir o máximo, pois só agora é que o podemos fazer. Em breve seremos velhos, chatos e sábios. Vamos ver toda a problemática nas relações adultas, e pior, vamos compreende-la, vamos vivê-la. È a inevitável ordem das coisas. Não é mau nem bom. Agora somos jovens e podemos ainda darmo-nos ao luxo de ser relativamente irresponsáveis. Vamos aproveitar o que temos, mais importante, vamos fazer por isso. Mas por mais que não seja, já podemos ir aos States e apanhar uma das boas.
Twenty-one is a Fibonacci number, a Harshad number, a Motzkin number, a triangular number and an octagonal number, as well as a composite number, its proper divisors being 1, 3 and 7.
21 is the fifth discrete bi-prime and the second in the (3.q) family. With 22 it forms the second discrete bi-prime pair. As it is a semiprime with both its prime factors being Gaussian primes, 21 is then a Blum integer.
21 has an aliquot sum of 11 though it is the second composite number found in the 11-aliquot tree with. 18 is the first such member as well having as 21 as its aliquot sum 21 is the first number to be the aliquot sum of three numbers 18, 51, 91.
21 appears in the Padovan sequence, preceded by the terms 9, 12, 16 (it is the sum of the first two of these).
The sum of divisors for the integers 1 through 5 is 21.
21 is a repdigit in base 4 (111).
21 is the smallest number of differently sized squares needed to square the square.[1]
Eu não ligo nada aos anos. Especialmente aos meus. Este ano foi como um dia normal, foi óptimo ter cá a minha mãe e o meu primo, mas foi o primeiro ano que passei longe de casa. Por isso para mim, foi como se tivesse sido apenas mais um dia. Mas a verdade é que não foi. Agora, quando me perguntam a idade já devo responder: 21. Ora 21, sejamos sinceros, ainda é idade de chavalo, de bambino. No entanto, a meu ver, é a idade perfeita. Somos já o suficientemente crescidos para sermos considerados adultos e, no entanto, ainda demasiado jovens para sermos já considerados gente séria. Estamos portanto no limite, e meus amigos, no limite é que se está bem. Não estamos nem de um lado, nem do outro. Possuímos toda a experiência e liberdade que acumulámos até agora, e, ao mesmo tempo, mantemos toda a irreverência e todo o imaculado espírito crítico. Ainda não amolecemos.
Temos agora que pensar nisto. Aproveitar todas as chances que vão surgir pois é agora que tudo se decide. Vamos conhecer o máximo, descobrir o máximo, pois só agora é que o podemos fazer. Em breve seremos velhos, chatos e sábios. Vamos ver toda a problemática nas relações adultas, e pior, vamos compreende-la, vamos vivê-la. È a inevitável ordem das coisas. Não é mau nem bom. Agora somos jovens e podemos ainda darmo-nos ao luxo de ser relativamente irresponsáveis. Vamos aproveitar o que temos, mais importante, vamos fazer por isso. Mas por mais que não seja, já podemos ir aos States e apanhar uma das boas.
Twenty-one is a Fibonacci number, a Harshad number, a Motzkin number, a triangular number and an octagonal number, as well as a composite number, its proper divisors being 1, 3 and 7.
21 is the fifth discrete bi-prime and the second in the (3.q) family. With 22 it forms the second discrete bi-prime pair. As it is a semiprime with both its prime factors being Gaussian primes, 21 is then a Blum integer.
21 has an aliquot sum of 11 though it is the second composite number found in the 11-aliquot tree with. 18 is the first such member as well having as 21 as its aliquot sum 21 is the first number to be the aliquot sum of three numbers 18, 51, 91.
21 appears in the Padovan sequence, preceded by the terms 9, 12, 16 (it is the sum of the first two of these).
The sum of divisors for the integers 1 through 5 is 21.
21 is a repdigit in base 4 (111).
21 is the smallest number of differently sized squares needed to square the square.[1]
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